Karate



O Karate era referido como tode-jutsu (唐手術 arte das mãos chinesas), eis que a partícula jutsu designa um conhecimento técnico, apenas.

Vindo a ser o Karate uma arte marcial aceite no Japão inteiro (mudando o nome inclusive para significar "mãos vazias"), os mestres Gishin Funakoshi, Kenwa Mabuni e outros, assim como fizera antes o mestre Jigoro Kano, transformando o Jujutsu em Judo, acrescentaram o ideograma «dō» (, via, caminho, postura), posto a prática de uma arte marcial  com uma finalidade além do combate, a de buscar o conhecimento interior e a plena realização humana, vencendo os seus medos interiores e aperfeiçoando o carácter, obedecendo a regras milenares e a conhecimentos antigos.

Arte das mãos vazias

No fim do século XIX, o Karate ainda era marcado de modo forte por quem o ensinava, não havia um padrão, o que dificultava sua maior aceitação fora de círculos restritos, porque era praticado e ensinado num rígido esquema de mestre/aluno.
Nesse meio tempo, sobreveio a final anexação de Ryukyu, em 1875, tornando-se a província de Oquinaua. Todavia, o que poderia ser o fim tornou-se uma oportunidade, pois terminou com o isolamento da população do arquipélago, incorporados de vez à população nipônica. E coube a Anko Itosu, um discípulo de Matsumura e secretário do rei de Okinawa, usar de sua influência para tentar disseminar a arte marcial.
O mestre via o te não somente como arte marcial mas, principalmente, como uma forma de desenvolver carácter, disciplina e físico das crianças. Ainda assim, o mestre julgava que os métodos utilizados até a época não eram práticos: o te era ensinado basicamente por intermédio do treino repetitivo dos kata. Então, Itosu simplificou o treino a unidades fundamentais, os kihons, que são as técnicas compreendidas em si mesmas, um soco, uma esquiva, uma base, e, além, compilou a série de katas Pinan com técnicas mais simples e que passariam a formar o currículo introdutório. A mudança resultou na diminuição, supressão em alguns casos, de tácticas de luta, mas reforçou o carácter desportivo, para benefício da saúde: deu-se relevo a postura, mobilidade, flexibilidade, tensão, respiração e relaxamento.

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